08 fevereiro, 2009


O vale do nada tem isso: um nada cheio de abutres. Divinéia bebia goles de uma bebida esverdeada e me contava do vale do nada. Perguntei dos abutres. Ela me dise que não importavam. Eram só abutres. Me contou que um dia, ela não lembra que dia, entrou em um ônibus e foi pra uma cidade no sopé de uma serra esverdeada. Me contou que percebeu as mãos. Dela. Das pessoas. Que passava horas intermináveis olhando suas mãos. Me disse, assim como quem diz nada, que quando o artesão joão fez a primeira fêmea, ele começou pelas mãos. Disse a ela que seria uma escultura impraticável. Ela disse que impraticável era bater uma punheta com os cílios.

6 comentários:

Domingos Barroso disse...

Meu camarada,
para chegar a esse ritmo
e as essas imagens
é necessário muito alho e muito sal.

Massa, muito massa.
Abraços.

lupeu lacerda disse...

domingos, nessa de imagens somos mestres aprendizes, né não? alho e sal e muito pequi na veia. é o que nos torna diferentes e viscerais. um beijo grande meu caro

Ricardo Thadeu disse...

Porra, impraticável é bater uma punheta de pau mole! Séquiço Sacro escroto, como sempre.

Ducaralêo.



Maníaco, eu? :o
Até.

lupeu lacerda disse...

de pau mole é duro...
trocadalhos, sempre os trocadalhos...

um abraço sem fundamentos, ou com todos eles meu camarada.
inté.

On disse...

impraticavel é o poeta cronicar no carnaval!!
forte abraço hermano!

lupeu lacerda disse...

fala grande tulio
há quanto tempo meu caro!!!
poetas e carnaval: isso não combina direito cara. pode acreditar, pelo menos comigo.