16 maio, 2008


Válvula de escape de dor e medo
Cheiro, fumo, bebo, saio
Sumo sem deixar notícia
Corto minhas próprias feridas

Válvula de escape de dor e medo
Escorrego pelo ralo, atiro antes do outro
Nunca dou as costas
Apago de borracha minha sombra

Válvula de escape de dor e medo
Trepo, como, mordo, arranho
Nunca chego perto, pra não deixar pegadas
Um muro de concreto no lugar do coração

Válvula... estrada sem placas
Válvula... guitarra estridente na noite fria
Válvula... cavalgo no centauro na viagem derradeira
Válvula de escape de dor e medo, medo, medo!

7 comentários:

Ricardo Thadeu disse...

“Apago de borracha minha sombra”

Isso sim é uma válvula de escape diante do medo.

Carlos Rafael disse...

Válvula de escape é não ter medo
Ou ter medo do próprio medo
Ou ter suas própria maneira de escapar do medo
Ou matar o medo
Pra não morrer de medo

Anônimo disse...

Caro Lupas, escaparemos mesmo que as sombras saltem, o escape esta na frente e nós andando , sempre.Um abarço aspeano de Georgio Rios

Iza Greff disse...

"mr. whiter, why don't u tell like u this?
why don't u tell me like it really is
before you go home...
mr. writer..."


gosto de acordar com essas tuas palavras, caríssimo.

Marcos Vinícius Leonel disse...

The Lupas,
escrevedor alucinado, o fantasma só se reconhece quando apaga a própria sombra, beleza de imagem, poeta,
tá valendo

Marcos Vinícius Leonel disse...

The Lupas,
escrevedor alucinado, o fantasma só se reconhece quando apaga a própria sombra, beleza de imagem, poeta,
tá valendo

Non je ne regrette rien disse...

poesias e raiva..trilha para meu sábado entre biritas e frio aqui no recôncavo
http://edineysantana.zip.net