22 abril, 2008


Urbanidade na feroz cidade. Ferocidade urbana na falta da tarde quente. Queria ver uma estrela agora de tarde, mas é foda. Estrela de tarde? Tem que estar muito doido. Madalena mandou a conta do bar. Disse que é a última vez que bebo fiado no bar dela. digo: o problema é a falta do mar. Se houvesse mar, eu bebia menos – ou não – daí, devia menos – ou não – daí, que madalena não vinha com essa cobrança. Preciso de beira de mar madalena. Preciso de uma estrela de tarde. Porque senão eu vou embora. E ir embora é rir. Rir embora. Se não der pra entender, não dê. A estrada é nova, ou não madalena? Lembra. Lombra. Um baseado aceso na feroz cidade. Ferocidade. Felicidade de não ter que explicar a opção sexual. Alguém realmente opta madalena? Eu tenho um medo do caralho de ir embora. Pra são luiz. Pra alto paraíso. Pra casa da porra. Lembro. A dor vem sem diasepan. E o sol não nasce no passado. Quem quer o brilho na tarde sabe: as estrela não aparecem antes da dalva. E a estrela é de dalva madalena. Entendeu? De dalva. D ´alva.

4 comentários:

Ricardo disse...

Porra! Na hora eu pensei ‘minha feroz cidadezinha me embriaga, eu também preciso de um mar’.

anjobaldio disse...

Muito bom cara, muito bom. Grande abraço.

Iza Greff disse...

"vamos pra bahia, dengo?
vamos ver o sol nascer?..."
(faço minhas as palavras do chico.)

aqui tem lua de dia. se te gusta, vem.
saudade. te quero bem.

lupeu lacerda disse...

ricardo man,
a geografia é que nos torna bêbados
cadê o mar dos bêbados? cadê?
um abraço man.

mister anjo
se é bom pra você cara,
estou no caminho certo. sua opinião pra mim vale muito.

greffiza,não me tente...
vontade grande
de te ver (rever? reconhecer? saber?)
que seja doçe e salgado.
como o mar.