18 abril, 2008


Eu sei o tanto que sou bobo, babaca, sonhador
Até porque prefiro “eu mesmo” me nominar assim.
No meu país de sonho, as madrastas se fodem no final
E pais não jogam meninas risonhas pela janela.
No meu condomínio a síndica xinga
Recita poemas
E canta canções do arco da velha
No meu condomínio as balas são literárias
E pseudo artistas não amarram cachorros nas paredes – pra que eles morram de fome e sede. Quem é o animal aí?
No meu condomínio as pessoas estão presas em seus sonhos de látex
Maconha, adrenalina e sabor que se sente pelo nariz
Mas a mentira não acampa nos jardins calcinados da minha loucura
Eu sou só um grande menino, provavelmente mau, mas incapaz de machucar uma borboleta.
Estou triste
Porque a menina não abriu as asas e voou sobre os assassinos
Porque o circo não me agrada
Porque isso, de certa forma
Quase derruba as paredes do meu condomínio coração.
Penso em luisa, luana
Penso: onde porra a gente vai chegar?
Onde porra
A gente
vai
chegar?

2 comentários:

Perfumes disse...

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Ricardo Thadeu disse...

De arrombar o texto, Lupeu.




(O caso dessa guria que foi jogada da janela deu tilt na cabeça de "todo mundo", velho.)