19 maio, 2011

Enquanto chovem balas no morro
Dionísio mistura na sua panela
O guisado de um sonho.
Um atordoado ator
Recita sextilhas dodecafônicas
De um autor triste e vencido.
O sangue que escorre morro abaixo
Tempera a adrenalina da cidade
Que se move, enlouquecida
Por baixo dos pés
Das meninas menstruadas.

5 comentários:

Domingos Barroso disse...

e o poeta atento acena com o olhar
distante e dentro e presente

...

forte abraço Lupeu,
camarada e grande poeta.

lupeu lacerda disse...

domingos sempre são bons, em qualquer dia da semana!!! valeu lhe saber de novo por perto mi hermano.

Ricardo Thadeu disse...

uma salva de palmas de pé pro lupa
du cagalho, ou melhor, do sangue, meu velho!

lupeu lacerda disse...

valeu ricardo. é assim né meu irmão? na luta pra dizer um verso, e acertar de quando em vez.

MOLHO LIVRE disse...

Evoé Baco!!