18 agosto, 2010


sei da cor do silencio das palavras
de pedra, de couro esticado de lagartos ao sol
sei da inexistencia dos sons
melodramáticos, ecos mortos,
asas de um anjo tão real quanto.
sei de cor a palavra que diz do silencio
do martelo quebrando a pedra
a mão faca arrancando a pele, da alma
do lagarto rei
os sons, quebram os sons
regurgitam gritos
e seguem em direção ao matadouro.

4 comentários:

Ricardo Thadeu disse...

você sabe tudo, velho amigo
das palavras e dos silêncios

¡hasta!

lupeu lacerda disse...

mesma trincheira mi caro
sempre a mesma
doce e amarga.
hasta siempre

Georgio Rios disse...

Este é o bom vinho da seara da escrtia meus velhos, e Lupas sabe onde extrair a seiva secreta da escrita.
Um abraço!

lupeu lacerda disse...

georgio das águas dos rios
hermano que sabe da seiva também
e como sabe...
um grande abraço