04 março, 2008

O PASSADO É UMA ROUPA QUE NÃO SE VESTE MAIS


Estive lá
E lá é bem diferente do que foi
O riso não desce mais tão espontâneo
E a pressa
É inimiga do contato
Do encontro, do esbarrão.
Me percebi entrando na festa
Sem ser convidado
Ou, entrando em outra festa, esta sim
Feita por novos personagens
O rock é bom assim como o blues
A farinha desconcentra
Mas o resto da semana em silêncio absoluto
Diz o óbvio em eco:
“o passado é uma roupa que não se veste mais”
Ou como diz o sábio mestre:
- bom é o que está sendo feito agora!

6 comentários:

Gustavo Rios disse...

é sempre assim. a gente depois de um tempo, leva a cidade com a getne. mesmo que ela mude. juazeiro e petrolina são isso.e funciona.

Gabriela. disse...

É, na maioria das vezes deixamos de viver agora pq ou estamos presos no ontem, ou preocupados com o amanhã.

Viver o agora dá trabalho.
Dá um puta medo.

Carlos Rafael disse...

Não se pisa duas vezes no mesmo rio. Pode ser cruel, mas é reconforta.

Anônimo disse...

Fala Lupas, pensei que você já tinha mudado de vez para uma outra galáxia qualquer. Ou teria sido eu? Blog azeitadíssimo — e no olho de pequi, para ser mais exato — esse teu. Séquiço Sacro, pra mim é mais que sagrado, é uma referência poética e boêmia que há muito já virou lenda, ícone, mito, papa, pop, cult, vanguarda e mais um monte coisas liquidas e vivenciais. Sem mais. Valeu! Quem sou eu?!

Anônimo disse...

Errata: Oléo de Pequi e não "olho" de pequi. Correção automática do Flapoeta. SRN!

Helder CESAR pinto disse...

um não é vivo sem o outro. O passado é presente,é como uma parede, impregnada de tijolinhos...feito por nossas mãos,tempinhos atrás!