10 novembro, 2010

Mordo o calendário maia
Começando com as segundas feiras
Tempo de ampulheta bêbada
Caindo pelas tabelas
O tempo se esconde
Na sombra do edifício
Hospício
Solstício bruxo as onze da manhã
Nos olhos de nero
Tocando fogo em amsterdã
Nada claro no discurso:
Ozônio nas alturas
Ozana no puteiro
Incendiando com seu clitóris
Minha coleção de extintores

2 comentários:

Ricardo Thadeu disse...

ducaráleo, man
todos os fogos e o fogo
putaria doida
e a culpa é de nero

lupeu lacerda disse...

saudade de cortázar...
de henry miller...
de anais nin...
a culpa? sempre é de nero. ou dele ou do mordomo.
valeu hermano de fé e lida