12 outubro, 2008

coneueraminino


Sinhamariquinhacadêminhaboneca conversa maluca de procurar boneca uma hora dessas da manhã. Tisconjuro. Sinhamariquinhacadê. Conversa sem eira nem beira de estrada que a gente não sabe pra onde vai. Sinhámariquinha onde fica o final do arco íris. O final do arco íris todo mundo sabe que fica no começo. Sinhá. Sinhá. Sinhá que música é essa que invade tudo como se água fosse. Aguafôsse? Aguafôsse nem inxiste. Coisa feia fazê pouco dos outros. Coisa feia chama os outros de sinhá. Coisa feia não saber o que se vai fazer todo dia. Coisa feia. Sinhá mariqui. Cala a boca abestado. Respeite as horas do dia. Te os passarinho cala a boca nessa hora. Te o rádio fica mais brando. Vou inté soltar os passarinho tudo. Hoje, se não amanhã. Sinhá. Sinhá. Sinhá. Omi seu minino. Vai pra puta que pariu.

4 comentários:

Marcus Gusmão disse...

E vai de trem!

Marta F. disse...

Me permitindo uma expressão sua: DUCARAIO! você se superou, fascinante, pois é, não tem ninguém fazendo pouco dos outros, cara, alguém tem que entender...seu texto é pura sintonia com o contexto, e é como disse: pra pergunta difícil, a resposta mais fácil...como nessa do arco-íris.
Tá com a mão leve, hein? Melhor, ganhamos todos. Um abraço de asas.

Bernardo Guimarães disse...

Marcus me convidou, vim, vi, gostei e vovortá sempre!
Abraço.

lupeu lacerda disse...

marcus gusmão, tem coisa melhor que ir de trem? nessa estação a memória viaja... difícil é fazer ela voltar. um grande abraço.

marta, valeu pela "mão leve".

bernardo guimarães, seja bem vindo e sinta-se em casa.