27 fevereiro, 2010


Há em você, um profundo apego pelos contrastes
Os opostos, vão sempre lhe causar fascínio
A volubilidade lhe domina, confesse
A coerência é uma bolacha com gosto de ontem!
O silencio lhe acalma, mas é seu grito a necessidade primeira
A verdade faz sua cabeça, mas a mentira brinca no seu palco,
E é perfeita!
Sua distração é marca, totem, mas sua esperteza brilha
Estrela de primeira grandeza em um céu escolhido na véspera
Quando tranqüila, um desastre! Mas mãos divinas quando quer fazer
Certo sempre! Mas o errado é um amigo bacana, quê que tem falar com ele?
Que o mundo esteja certo, mas suas dúvidas te estimulam
E você diz: “penso antes de agir”
Mas a impulsividade é teu verbo conjugado em primeira pessoa
Reta? Pode até ser. Mas o caminho torto tem seus encantos
Discreta, por natureza.
Mas irreverente até o tutano.
A pobreza dos filhos da puta que não sabiam qualé? Te comove
Mas o dinheiro te excita: é uma montanha! Uma praia! Um sonho em tecnicolor!
A bondade, esta em você, mas ser má (de vez em quando)
Te faz muito bem, eu sei
Chora? Talvez. Mas é alegria que te move.
Responsável? Sempre! Mas sempre pronta a mandar tudo pro inferno
Romântica? Sim, num filme bacana, num beijo bacana,
Mas a razão é teu deus mais que perfeito
É um poço de pureza, e tem o pecado como o doce na prateleira, bom de pegar
Você é, exatamente
O que você não é
exatamente

3 comentários:

Carlos Rafael Dias disse...

Mano,

Muito legal
Poema sóbrio
Ritmo desapressado
Singeleza
Ternura

Um grande e fraternal abraço.

lupeu lacerda disse...

grande rafael:
vou discordar, (pra não fazer feio com relação a minha imagem) definitivamente o poema não é sóbrio. é triste. melancólico. dolorido como um chute nos ovos. o ritmo? blues, digamos assim. com cocaína e cerveja. singelo? mais mea culpa que singelo. terno...
concordo nisso:
terno.
hasta

Carlos Rafael Dias disse...

Nem sempre as coisas parecem o que são.

Sorry!