01 setembro, 2008

dois poemas para morder


Eu acredito na verdade
Que baila no vento verde que sopra teus cabelos lavados com coisa nenhuma
Eu como o verde salada no meu prato lápide
E relincho como só relincham os homens sem nome e sem pátria
Eu acredito na verdade
Assim como acredito no aboio sereno das mulheres que pastoreiam estrelas
2
Aqui sento minha bunda
Olhando no vídeo nosso de cada dia
Oro de ora em hora pro santo pagão da hora
Aqui sento minha bunda
Súdito fiel esperando minha hóstia de nada
Pra seguir minha vida vídeo
De nada.

3 comentários:

Ricardo Thadeu disse...

O primeiro é um tapa na cara. O 2 uma oração e o agradecimento à vida, e a vida "- De nada!"
2 poemas para a porra de uma mordida só. Pra que melhor?

Sempre adiante.

¡Hasta!

lupeu lacerda disse...

grande ricardo!
fico feliz de verdade por você ter gostado.
estamos aí, na rabiscação.
hasta.

Álvaro Andrade disse...

Essas mulheres que pastoreiam estrelas... todas elas.