Então tá é decidido: saio hoje, encontro com Manoel, combino: nada de bandeira! Decidido isso a gente sai de manhazinha com destino a Pasárgada. Chegando lá de surpresa, sem avisar nem nada, a gente pega o rei de calças na mão, talvez até nu. Se ele cobrar amizades antigas a gente enfia a mão na cara dele. Nada de camas. Nada de mulheres. Nada de reis. Depois a gente volta, correndo, que pode ser que ele, o rei, não entenda nossas propostas libertárias de última hora.
séquiço sacro
tudo que eu quero é dizer que não quero tudo. poesia, azia, o sonrisal derretendo como um poema belo de leminski. séquiço sexo sacro sagrado. grau. graal. a taça de beber o saber, e saber o sabor do saber. eu quero ficar velho e depois morrer, e nada de antes.
06 junho, 2011
19 maio, 2011
11 maio, 2011
nunca é só uma palavra
Nunca come quando diz que é fome
Nunca olha, quando o filme é mudo
Nunca morre, quando a bala é pra outro
A palavra,
nunca é só uma palavra
Nunca arde, quando é sem pimenta
Nunca afoga, quando diz que é choro
Nunca esquece, quando é flor dentro do livro
A palavra,
não morre quando quem fala morre
A palavra só morre
No silêncio do medo
Da primeira e
da última hora
09 maio, 2011
03 maio, 2011
O mar de manuelina

(da coletânea "tempo bom")
02 maio, 2011
30 abril, 2011
22 abril, 2011
Os primeiros dias são sempre mais difíceis

14 abril, 2011
07 abril, 2011
O destino não tem tino. Nem tento de gol. Se mastiga na autofagia dos instintos básicos. Nada do que a gente conta é verdade. É a pétala que quer falar da flor como se flor fosse. Ela, ele, elas, eles não conhecem a flor. Depois de passada a faixa do final da corrida se descobre que nada há a ser descoberto. Somos fundos demais em nossos rasos, ou rasos demais em nossos precipícios. Ninguém se salvará. Não há do que. Pode acreditar. A ilusão enfuna as velas e sai navegando em busca de um amor que não faz jus a nada. Não poderia. Por não ser. O anão não grita com os gigantes, não por medo, por não ser escutado. Então é destino. Fica quieto e cumpre. Acerta lá com deus, cobra dele: que porra foi essa meu irmão? O destino. Não esqueça. Fique sendo notado por não notar.
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